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CAE analisa aumento de despesas da União e sabatina candidatos ao BC

Não importa qual é o assunto. Se um projeto de lei aumenta despesas ou reduz receitas da União, ele certamente vai passar pela Comissão de Assuntos...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Senado
10/02/2023 às 13h30 Atualizada em 10/02/2023 às 21h42
CAE analisa aumento de despesas da União e sabatina candidatos ao BC

Não importa qual é o assunto. Se um projeto de lei aumenta despesas ou reduz receitas da União, ele certamente vai passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Um dos mais importantes colegiados da Casa, a CAE também é responsável por sabatinar candidatos a ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), diretores e presidente do Banco Central.

A comissão tem 27 integrantes e está entre as maiores do Senado, ao lado dos colegiados de Constituição e Justiça (CCJ) e de Educação (CE). Em 2022, realizou 26 reuniões e 5 audiências públicas, além de proferir 71 pareceres sobre projetos em tramitação. Este ano começa com 364 matérias distribuídas, número que deve aumentar ao longo dos meses.

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As atribuições da CAE estão previstas no Regimento Interno. A primeira delas é opinar sobre o aspecto econômico e financeiro de projetos. Mas também é competência da comissão tratar de problemas econômicos do país, política de crédito, câmbio, transferência de valores, comércio exterior e interestadual, sistema monetário e poupança.

A CAE também analisa propostas sobre tributos, tarifas, finanças públicas e normas sobre direito tributário, financeiro e econômico. Ainda passam pelo colegiado assuntos como dívida pública, fiscalização das instituições financeiras e conflitos de competência em matéria tributária entre União, estados, Distrito Federal e municípios.

Outra fatia importante dos projetos na CAE trata de pedidos de autorização para empréstimos externos. A comissão decide sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito e sobre os limites da dívida da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

O colegiado tem uma missão importante no acompanhamento da política monetária do país. A CAE promove audiências públicas regulares com o presidente do Banco Central para discutir diretrizes, implementação e perspectivas futuras em áreas como moeda em circulação, crédito e taxas de juros.

Duas vezes por ano, a comissão realiza reuniões para que o Poder Executivo preste contas sobre ações nas áreas de produtividade e melhoria do ambiente de negócios. As audiências contam geralmente com a presença do ministro-chefe da Casa Civil ou do responsável pela pasta econômica.

Economia e finanças

Dos 364 projetos na CAE, 266 aguardam a designação de relatores. Isso deve ocorrer após a instalação dos trabalhos do colegiado e a eleição do novo presidente. No último biênio, o comando da comissão ficou a cargo do senador Otto Alencar (PSD-BA).

A maior parte das matérias na CAE trata de tributos. São 70 proposições que sugerem isenção, redução ou mesmo elevação da alíquota de alguns impostos. O projeto de lei (PL) 3.986/2019, do senador Irajá (PSD-TO), isenta a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de motocicletas até 250 cilindradas por mototaxistas. O PL 2.898/2019, do senador Humberto Costa (PT-PE), cria uma contribuição sobre importação e venda de produtos derivados do tabaco.

Na área de finanças públicas, a CAE analisa 17 proposições. O PL 3.137/2019, do senador Eduardo Braga (MDB-AM), estabelece uma política de valorização do salário mínimo. O projeto de lei complementar (PLP) 6/2020, da senadora Leila Barros (PDT-DF), aumenta a transparência do processo de liberação e execução de emendas parlamentares.

O tema de indústria, comércio e serviços responde por 13 projetos na CAE. Um deles é o PL 6.043/2019, do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que reduz a tributação de pequenos estabelecimentos industriais de cervejas e chopes especiais. O PL 1.125/2020, do senador Angelo Coronel (PSD-BA), cria o Plano Emergencial de Fortalecimento das Micros e Pequenas Empresas.

A CAE analisa ainda 16 matérias sobre o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Destaque para o PLP 13/2020, do senador Alessandro Vieira (PSDB-SE), que estabelece um limite para a exposição total de crédito e promove a concorrência entre bancos. O PLP 158/2020, do senador Rodrigo Cunha (União-AL), delega ao Banco Central a função de incentivar a utilização de fintechs como instrumento de inovação no SFN.

Outros temas

Como analisa todos os projetos que aumentam despesas ou reduzem receitas da União, a CAE muitas vezes opina sobre matérias que já passaram por outras comissões de mérito do Senado. São temas como assistência social, direitos humanos, educação, saúde e emprego.

Na área de assistência social, são 30 proposições na CAE — a maior parte remanescente da pandemia de coronavírus. O PL 3.821/2021, sugerido pela CPI da Pandemia, cria uma pensão especial para crianças e adolescentes órfãos de vítimas da covid-19. Em outra frente, o PL 3.466/2020, do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), cria o Programa Bolsa Internet para subvenção econômica em serviços de conexão à rede.

A CAE analisa ainda 14 projetos sobre direitos humanos e minorias. O PL 1.229/2019, da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), aumenta de 10 para 20 salários mínimos a renda máxima para a pessoa com deficiência ter juros subsidiados na compra de bens e serviços de tecnologia assistiva. O PL 4.804/2019, da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), garante assentos especiais no transporte público para pessoas com obesidade mórbida.

Na área de educação são 16 projetos. O PL 3.971/2019, do senador Jayme Campos (União-MT), prioriza a construção de escolas de educação infantil com apoio financeiro federal. O PL 5.193/2019, do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), prevê a possibilidade de estabelecimentos de ensino de educação básica receberem doações de pessoas físicas e jurídicas.

A saúde tem 18 matérias na CAE. O PL 3.709/2019, do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), destina 1% da arrecadação de loterias às secretarias estaduais de saúde. O PL 1.420/2019, da ex-senadora Rose de Freitas (ES), zera o IPI sobre equipamentos médicos, odontológicos, hospitalares e de laboratório para instituições beneficentes sem fins lucrativos.

O tema de trabalho e emprego reponde por 19 projetos na CAE. O PL 4.890/2019, do senador Chico Rodrigues (PSB-RR), incentiva a contratação de trabalhadores com 60 anos ou mais. O PL 824/2022, do então senador Fernando Collor (AL), prevê o pagamento de seguro-defeso ao pescador artesanal em caso de desastre ambiental.

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